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17/04/2004 12:49
enviada por Monii 17/04/2004 11:48 O môr henion i dhû Ely siriar, êl síla Ai! Aníron Undómiel Tiro! Êl eria e môr I lîr en êl luitha úren Ai! Aníron...
enviada por Monii 31/03/2004 22:08 Oii Gente, eu terei de mudar meu blog pra outro servidor, porque o blig tah uma merda, e isso é mtoo de., primeiro que não pode mais mexer no HTML, outro que tah lerdo, e tem varios outros que são problemas menores mais sao!! Bem eu to mudando para o weblogger, que nao eh grnd coisa mas é melhor q nd!!!! Dondeloth In My Soul «×Møñi Shiñøda×»£¶ Agradeço a compreensãoe aguardem um pouco para eu poder arrumar o blog direitinho espero a visita e os comentários de vcs lah Bjaaao enviada por Monii 29/03/2004 23:10 Oiiiieeeee Td bl???????? -------- Meu eu vo no show do CB semana q vem no via Funchal eh eu e a Sa fomos de metro e bus pra lah sozinhas (atravessamos a cidade indepentende, mtooo ind), e conhecemos uns minos q vao no show tmb, mas eles vao domingo, mtoooo engraçados Ai agente vai no show (na pista) sem NGM mais velho, mtooooooooo ind fala seriu -------- Na sexta teve festinha da Vivi, foi mtooooooooooo ind Seriu mtoooooo boa ameeei Deu barraco pq a Erika entro de bico e ai ela foi pra festa dos muleks do2 e volto a little drunk!!!! Hahahaha Pena q a Vi nao boto ela pra fora a força, ia ser engraçado -------- No domingo eu fui na Storm com A Sa a Nathalia e a Juliana A nathalia estuda no sa Bento e a Juliana estudava no Sao Bento e agora estuda no Sale, e conhece moh galera do Cil tipo Luiz e a Gi Mtaaaaa conhecidencia neh Ind pra caramba isso neh -------- Hj eh niver do Erinho Parabeeeeeeeeeeeeeens lindo to com saudaees fofo isso pq agente mora no msm predio e faz quase um mes q agente nao se ve neh Um ssuuuuuuper beijo pra vc meu supeeeeeeer amigo T amoooo mtooooooo -------- Um bjo pra Nathalia q fez niver ontem pra mim e pro Thi q fizemos na 4ª dia 24 pra Ju pl q fez no dia 20 Vitor q fez dia 17 Victinho q fez dia 16 Ta q fez dia 17 Vivi q fez dia 28 Carlos q fez esses dias tmb Um bjoooo pra td mundo e se eu eskeci alguem um bjoo tmb Amooo mtooooo tds vcs -------- Bjjaaaaaaaao e entrem em monishinoda.weblogger.com.br Paz, Amor, Rock, LP, bolos de niver e CB pra vcs!!!!!! enviada por Monii 16/03/2004 21:57 Oiiieeeeeeeeeeee enviada por Monii 05/03/2004 23:55 Círculo Vicioso Bailando no ar, gemia inquieto o vagalume: -"quem me dera que fosse aquela loura estrela, que arde no eterno azul, como uma eterna vela!" Mas a estrela,fitando a lua, com ciúme: -"Pudesse eu copiar o lume, que, da grega coluna à gótica janela, contemplou, suspirosa, a fronte amada bela!" Mas a lua fitando o Sol com azedume: -"Miséria! Tivesse eu aquela enorme, aquela claridade imortal, que toda a luz resume!" Mas o Sol, inclinando a rútila capela: -"Pesa me esta brilhante auréola de nume... Enfara me esta azul e metida umbela... Por que não nasci um simples Vaga-lume?" -------- Lindo poema de Machado de Assis, que fala sobre a inveja que temos dos outros que por sua vez tem inveja de nós!! -------- Tenho um lindo livro de poesias, e aos poucos colocarei uma a uma aqui até o final do livro!! -------- Que dos lírios surjam a paz, e da paz surja o amor entre os povos!! Os mensageiros da paz, verdadeiros e imortais mensageiros de paz, são os poemas e histórias, e os lírios!! Beleza, e Corajem descritas em uma só palavra: Lírio!! -------- Estou feliz porque talvez eu vá no show do CPM que vai ter na Storm , no domingo, nao é certeza que eu va, mas se eu for eu vou aproveitar mtoooooo!!!! Vao tmb, vai ser d+!!! -------- Elvish kisses to all Dondeloth, Senhora dos Campos de Lírios!! enviada por Monii 18/02/2004 23:10 A História de Dondeloth Em uma época de paz, nasceram as duas últimas filhas de Elrond: Anarwen e Dondeloth, com uma diferença de seis anos entre os nascimentos. Assim como seus outros filhos tinham uma beleza inigualável. Cem anos se passaram e Anarwen estava completando sua maioridade. Elrond resolveu celebrar o aniversário de sua filha com uma festa: Anarwen nasceu no solstício de verão, e essa foi à celebração de seu aniversário. Elfos do Bosque vieram parabenizar Elrond e Celebrían pelo aniversário de sua filha: Thranduil e seus filhos Legolas Greenleaf e Arwenith Greenleaf; dos Noldor, vieram Celeborn, de Doriath, e sua esposa Galadriel, pais de Celebrían e Senhores de Lothlórien. E a festa de Anarwen foi celebrada com muita alegria. Nessa noite, Legolas e Anarwen conheceram-se pela primeira vez e ele amou-a desde o primeiro momento em que a viu; Anarwen também se apaixonou por Legolas. Mas não apenas ela, alguém mais: Dondeloth, que, ao ver Legolas chegar, estava junto de seu pai e fora recebê-lo. Seis anos depois, no início da primavera, seria comemorado o aniversário de Dondeloth, que completava cem anos. Porém, ao invés da alegria, houve a dor e tristeza da separação: Celebrían partira para Mithlond depois de um ataque de orcs que a deixou sem ânimo para continuar na Terra-Média. Dondeloth sentiu-se ainda mais triste, não só por saber que não tinha seu amor correspondido como, também, porque sua mãe se fora. Elrond foi ter com sua filha, que definhava de solidão: - Dondeloth, o que posso fazer por você? - Pai, eu queria poder dizer realmente o que você poderia fazer por mim... Mas também eu não sei o que fazer... - Não suporto vê-la sofrer, o que está havendo? Essa dor não é só pela partida de sua mãe... Não quer me contar? - Pai... Eu... Eu estou amando... Mas não sou correspondida... E... Não quero falar mais sobre isso, deixe-me ir para onde estão os parentes de minha mãe: aqui não consigo mais ficar. Por favor... - Se for para vê-la sorrir e ver a alegria retornar ao seu rosto, eu deixo: partirá daqui a dois dias. - Hantalë, Ada! Como Arwen, Anarwen e Dondeloth eram extremamente unidas, foram morar com Galadriel e Celeborn, na Floresta de Lothlórien. Elladan e Elrohir acompanharam suas irmãs até as bordas da floresta; de lá, Haldir as conduziu até os salões de Lothlórien para falar com Galadriel. - As três filhas de minha filha estão aqui, sob meus cuidados, mas, das três, somente uma realmente precisava vir... - Senhora, viemos por causa de Dondeloth, mas também quisemos vê-la, pois sentimos falta de nossa mãe e, estando perto da Senhora, também estamos perto dela, disse Arwen, com uma voz doce e, ao mesmo tempo, sofrida, pois a dor do afastamento também a feria. - Arwen Undomiel, ver-te falar é como ver Celebrían falando, tanta é a tua semelhança com ela. Aqui ficarão bem e Dondeloth vai se recuperar, disse Galadriel, olhando-a. Ela esboçou um sorriso suave. Foram conduzidas aos seus aposentos e descansaram até a manhã seguinte. Em Lothlórien, foram preparadas para se tornarem rainhas em dias futuros: cada uma tinha cinco aias à sua disposição e desenvolveram modos diferentes. Arwen gostava de delicadeza, era mais calma, mas treinava arqueria e equitação, além dos trabalhos manuais que somente os Elfos daquela floresta sabiam fazer. Anarwen tinha uma voz belíssima e amava cantar com os Elfos que se ocupavam desta arte nas terras de Lothlórien. Dondeloth tinha os dons de suas irmãs, era delicada e gostava de tecelagem. Tinha igualmente uma voz perfeita e amava cantar, mas gostava também de ver os soldados treinando. Grande era a sua vontade de ser tornar uma arqueira, como Haldir, e, por esse motivo, tornou-se sua discípula em arqueria e esgrima. No mesmo tempo em que as filhas de Elrond moravam em Lothlórien, Aragorn chegava, ainda criança, em Valfenda juntamente com sua mãe, Gilraen, para ser educado por Elrond. Ao final da Segunda Era, Haldir recebeu a missão de ir até Mirkwood, no reino de Thranduil, buscar Arwenith, Princesa de Mirkwood, para que também ela ficasse sob os cuidados de Galadriel, em vista de que rumores sinistros rodeavam aquela região e a Princesa precisava ser protegida. - Haldir! - Sim, minha Senhora? - Recrute os melhores arqueiros e parta para Mirkwood pela manhã, pois não há tempo. - Sim, minha Senhora. Dondeloth, ouvindo que Haldir iria partir, correu até onde Galadriel e Haldir estavam e disse: - Senhora! Deixe-me ir com Haldir, por favor! - Princesa, você não pode ir, é perigoso, disse Haldir. - Mas, quando voltares, trarás uma Princesa, quem irá conversar com ela, senão uma outra Princesa? - Dondeloth, você sabe para onde Haldir vai, não sabe? Sabe também que isso poderá lhe fazer um terrível mal. Está ciente disso? - Senhora, preciso de cura, mesmo que, para isso, eu a tenha que trazer com mais dor; então, digo que, se a Senhora não permitir, irei escondida. - Princesa, não fale assim, você... - Haldir, deixe-nos a sós, por favor. - Sim, Milady. Haldir saiu, fechou e guardou a porta do gabinete onde Galadriel e Dondeloth estavam, até que tivessem terminado. - Dondeloth, sei o que sente, mas não vejo motivo para ir, isso só irá machucá-la. - Minha senhora, primeiramente perdão pela minha grosseria, mas quero dizer que é necessário que eu supere isso logo, sinto que algo terrível está para acontecer e não posso mais deixar que essa dor atrapalhe a mim e à minha família, mesmo que eu sofra mais ainda. Assim terei a certeza do que tenho a fazer. - Então, só lhe peço cuidado com as palavras, elas podem ser mal interpretadas e isso nos faria sofrer mais. - Sim, minha Senhora, tomarei cuidado. Significa que posso ir? Galadriel sorriu e disse: - Que outra escolha tenho? Se disser não, você fugirá. - Hantalë, Senhora! Galadriel chamou Haldir e disse: - Haldir, junte seus melhores homens e leve Dondeloth com missão de relações públicas, cuide de minha neta como se fosse sua própria vida. - Mas, Senhora... - Já decidi, Haldir, Dondeloth irá; vocês partem pela manhã. - Sim, Senhora. Haldir saiu para recrutar os melhores arqueiros. Dondeloth pediu que uma de suas aias separasse algumas roupas. - Dondeloth, ainda não terminei com você. - Sim, minha Senhora, o que mais quer? - Nada mais, só avisá-la de que suas irmãs estarão partindo para Valfenda depois de amanhã. - Senhora... - E já que escolheu ir, quero que veja algo. Dondeloth, voltando seu olhar para Galadriel, viu que ela a chamava para perto de seu espelho. - Senhora, quer que eu olhe o espelho? - Sim. - E o que verei? - Minha querida, filha de minha filha, nem mesmo os mais sábios podem dizer sobre isso, pois o espelho mostra muitas coisas, coisas que foram, que são e algumas coisas que ainda virão a ser. - Isso é necessário? - Você deve decidir quanto a ser necessário ou não. Dondeloth então, se aproximou do espelho e viu que ela estava numa bela floresta e sentia em seu coração um amor por um príncipe que ela não podia ver, mas, em seguida, viu sua irmã casando com o príncipe que amava. Via Arwen escolhendo a mortalidade e fazendo seu pai sofrer, via-se numa batalha e muitos orcs. Depois, via seus irmãos ao seu lado, lutando juntamente com ela, mas sem saber quem era ela. Via Haldir junto de Elrond e Galadriel lamentando e, nesse momento, sentiu uma extrema dor que a fazia desmaiar e cair nos braços do príncipe que amava. Sabia que aquela dor iria trazer-lhe a morte e, finalmente, via que o príncipe que ela amava era Legolas. Viu, por último, seus pais e seus avós partindo para Valinor, enquanto Arwen e Anarwen ficavam na Terra-Média. Arwen casada com um Rei dos Homens e Anarwen na floresta de Mirkwood, como uma rainha que esperava pela volta de seu esposo. Nesse momento, afastou-se assustada e, com lágrimas nos olhos, voltou-se para Galadriel, que disse: - Dondeloth, muitas dessas coisas irão acontecer, se você alterar seu futuro e muitas coisas não. Isso só depende de você. - Senhora.... - Muitas dessas coisas também estão fora de seu controle. Refiro-me à vida de suas irmãs. Então, quero que tome muito cuidado. - Sim, minha Senhora, mas o que tem a vida de minhas irmãs? - Isso você saberá com o tempo, espero que seu coração esteja preparado para tudo o que possa vir a acontecer. Galadriel abraça Dondeloth no momento em que sua aia chega com suas roupas e uma roupa especial, pedida por Galadriel. - Vista-a quando for, para não ser reconhecida como uma Princesa e corra mais risco. - Mas, minha Senhora, são roupas de guerreiros de Lothlórien. - É justamente por isso que quero que vista, passará por uma guerreira. As aias vestiram-na e, em poucos minutos, passou de Princesa a guerreira, ou melhor, guerreiro, pois nem mesmo Haldir a reconheceu quando veio avisar que já tinha recrutado seus Elfos para a viagem. Partiram com a caravana. Dondeloth, antes, despediu-se de suas irmãs, pedindo que acalmassem seus corações e o de seu pai, pois estaria segura juntamente com Haldir. Dondeloth ia ao lado dele, sempre alegre e cantando, sempre disposta, mesmo que fosse a uma arrancada em seu cavalo. Não se ouviu a palavra cansaço de seus lábios uma só vez. - Quando chegaremos, Haldir? - Finalmente está cansada, Princesa? - Não, eu diria ansiosa. Haldir sorri e diz: - Acalme-se, pois só chegaremos daqui a três dias. Quando estavam nas fronteiras das cavernas de Mirkwood, um grupo de wargs atacou-os. Dondeloth tentava acalmar seu cavalo e, desviando dos atacantes, se perdeu. Haldir recebeu ajuda dos soldados de Thranduil e tentou, em vão, ir atrás de Dondeloth; foi conduzido, então, ao trono de Thranduil. Enquanto isso, Dondeloth estava conduzindo seu cavalo para achar as cavernas novamente, mas achou um lago e, como seu cavalo Ancanar estava com sede e ela sentia muito calor, resolveu dar de beber ao animal e tomar um banho. Despiu-se e entrou no lago de águas limpas e geladas; Ancanar tomava água e guardava sua dona, mas não viu que Legolas também guardava as proximidades do lago. Legolas viu a bela Elfa tomando banho nua no lago e se escondeu. Enquanto Dondeloth se aproximava de uma cachoeira para lavar melhor seu cabelo, Legolas também se aproximou e quando ela o fazia, num momento de distração, ele entra para dentro de uma pequena abertura atrás da caverna e puxa Dondeloth para dentro da mesma, o que faz com que seus lábios se toquem. Assustada, ela rapidamente se solta das mãos do Elfo e se joga nas águas. Quando volta à superfície, Legolas estava sentado perto de seu cavalo e com suas roupas nas mãos. - O que faz uma dama com roupas de guerreiro? - Senhor, eu estava com muito calor e resolvi me banhar, até por que estou perdida, devido a um ataque de wargs no qual, infelizmente, eu só matei sete. - Ataque? Você matou sete? Quem é, Senhora? - Meu nome é Dondeloth, venho em missão de relações públicas a mando de Galadriel, mas creio que já nos conhecemos, pois fomos apresentados há muito tempo atrás, senhor Legolas. - É realmente uma pena não reconhecer uma dama assim tão bela, mas, como você mesma diz que já fomos apresentados, acho que tem razão, pois seu belo rosto não me é estranho; sabe meu nome sem que eu o tivesse dito. Porém, preciso que venha comigo até meu pai, para que ele possa conversar mais com você. Onde está sua caravana? - Não sei, senhor; como lhe disse, perdi-me deles e é a primeira vez que venho até Mirkwood. Legolas deixou as roupas dela no chão próximo a ele e se virou para que ela pudesse se vestir. Quando terminou, ele voltou-se e viu que ela vestida como um guerreiro: parecia realmente um Elfo e seu disfarce só seria desmascarado ao ouvir sua voz. - É uma Senhora muito bela; mora em Lothlórien? - Sim. - Então, já sei de onde vem tanta beleza. Legolas conduziu-a até as cavernas onde Thranduil e Haldir conversavam e planejavam formar uma patrulha de busca para acharem Dondeloth. - Senhor, temos que ir rápido... A Princesa pode estar em perigo. - Não... Ela está aqui - disse Legolas. - Dondeloth! - gritou Haldir, ao vê-la. - Haldir! Ela corre para perto de Haldir e o abraça. - Onde esteve? - Eu me perdi, e o senhor Legolas me auxiliou. Thranduil se levanta e diz: - Princesa fostes assaltada? - Perdão, Senhor, não me contive... Ela se inclina em sinal de reverência ao rei; depois, diz: - Assaltada? Não, Senhor. - Então, que roupas são essas? - Minha avó, a Senhora Branca, pediu-me que vestisse como um de seus guardiões justamente para que nossa caravana não chamasse atenção. - Então, receio que minha filha tenha que partir desse modo? - Oh, não, Senhor, creio que não há necessidade. - Bem, se a Princesa diz... Venha, vamos acomodá-la agora, Milady. - Sim, Mi lord. Dondeloth e Haldir foram conduzidos cada um ao seu aposento e ela pôde finalmente tomar um banho relaxante. Ao fim da tarde, foram chamados para a ceia juntamente com o rei e conheceram Arwenith, a Princesa de Mirkwood, uma jovem Elfa bela e muito espirituosa, mas que tinha algo mais escondido em seu coração e que não queria revelar. Depois da ceia, o rei pediu que Dondeloth fosse conversar com sua filha, pois precisava falar a sós com Haldir. Elas foram para um jardim. - Então, é a última filha de Elrond? - disse Arwenith iniciando a conversa. - Sim, e você é a mais nova entre os seus, pelo que sei. - Sou, e é por esse motivo que não quero abandonar meu pai. - Entendo. Mas vejo que, em seu coração, não há só esse motivo: também outros, que você não revela nem mesmo a seu pai. - É... Talvez você tenha razão. Por que veio, Princesa? - Vim em missão de relações públicas... Somente. - Não é o que percebo, pois, desde a ceia, você não tira os olhos de meu irmão. Dondeloth fica ruborizada nesse momento e abaixa a cabeça. Arwenith percebe, esboça um sorriso e diz: - Você gosta dele, não é? - Princesa, o que diz? - Sei que não veio aqui só por mim. E também sei que ele já visitou sua casa antes... - Sim, isso é verdade, mas não gosto de seu irmão. - Tem razão, não gosta dele... Você o ama. - Como pode ter certeza disso? - Porque, quando se ama alguém, de seja-se estar perto dessa pessoa a todo custo. - Então, é isso... Você está amando... Por isso não quer ir. - Bem... É... É por esse motivo sim... - Então, por que não diz isso a seu pai? - Porque meu amor é proibido: amo um homem, não um Elfo. - Ah! Princesa, que notícia triste. Sinto. - Princesa, por favor, não tenha pena de mim... - Tudo bem, mas quero que saiba que não será fácil realizar esse sonho, também não digo que é impossível. Estava ficando muito tarde e elas resolveram recolher-se, já que partiriam para Lothlórien na manhã seguinte. Haldir e Legolas conversaram durante um bom tempo sobre como seria a partida e Legolas resolveu acompanhá-los para proteger sua irmã e, também, ir a Valfenda, pois lembrou-se de Anarwen e queria vê-la. - Haldir, Anarwen está em Lothlórien? - Não, Legolas, retornou juntamente com Arwen para Valfenda. - Então, tenho mais um motivo para ir até lá: preciso vê-la e pedir sua mão em casamento. - Que notícia maravilhosa e terrível me dás? - Por que terrível? - Você saberá com o tempo, não posso quebrar meu juramento para com a dama. - Refere-se à Senhora Dondeloth? - Vamos, Legolas, precisamos descansar, amanhã partimos. - Você não me respondeu! - Responderei quando tiver permissão. Haldir foi andando devagar até seu aposento e viu que a porta do quarto de Dondeloth estava aberta; ela dormia. Aproximou-se devagar da cama, era profundo o sono. Haldir sentiu que seu coração apertava e acelerava toda vez que olhava para aquele belo rosto. Sentou perto dela e, devagar, tocou seu rosto, acariciou-lhe a face rosada e os cabelos ondulados. Com um sussurro, disse: - Minha bela Princesa, como queria que fosse sempre feliz, que seu amor fosse correspondido... Sinto ter de vê-la sofrer futuramente e nada poder fazer para impedir. Você sempre será minha bela Princesa, Dondeloth, fique sabendo disso e, mesmo que meu amor não seja correspondido, nunca deixarei de amá-la, espero que seu futuro não seja tão tenebroso como está previsto. Haldir beijou-lhe a testa e saiu devagar. Quando estava na porta, ouve Dondeloth sussurrar: - Eu também te amo, meu príncipe... Legolas. Tomado pela dor e tristeza, Haldir foi se recolher com lágrimas nos olhos. Pela manhã, partiram com grande rapidez, pois Haldir e Legolas tinham pressa. Dondeloth e Arwenith cavalgavam logo atrás deles, cercadas pelos outros soldados de Galadriel. Dondeloth, dessa vez, vestia-se como uma Princesa e deixara seus longos cabelos soltos ao longo do corpo. Demorou cerca de duas semanas até chegarem ao caminho em que se separariam; nesse ponto, Dondeloth não resistiu à saudade de seu pai e resolveu ir até Valfenda, já que estavam mais próximos de lá do que de Lothlórien. Quando chegaram, tiveram uma recepção calorosa de Elrond, Elladan e Elrohir. - Que bela surpresa tenho aqui hoje! Dondeloth, minha filha, veio me visitar, e trouxe amigos agradáveis. - Mae govanen, Haldir! - Hantalë, Mestre Elrond! - Seja muito bem-vindo, Legolas Greenleaf! - Obrigado, Mestre Elrond, vim conversar com você algo de seu interesse. - E quem é esta linda Senhora? - Minha irmã, Senhor, está bem mudada, como pode ver. - Arwenith... Como cresceu a herdeira de Thranduil e como ficou bela também! Decerto, será uma excelente rainha um dia. - Hantalë, Mestre Elrond! - Vamos entrar, Senhores e Senhoras, e celebrar com uma ótima ceia. Elrond acomodou seus hóspedes e, com muito carinho, conduziu sua filha a seu quarto, intocado desde que ela partira. - Aqui está teu quarto, minha filha, como deixaste. - Ai, meu pai, quanta saudade senti deste lugar, acho que ficarei por aqui por mais tempo. - Será ótimo ter minha família totalmente reunida. - Totalmente? Como assim? - Recentemente, suas irmãs retornaram de Lothlórien... Estão no jardim, creio eu, tenho também aqui um filho que recebi, assim que você partiu. Seu nome é Aragorn. - Aragorn? Quem é ele, pai? - É filho de Arathor, neto de Valandil, herdeiro de Isildur. Ao ouvir isso, Dondeloth treme e senta-se em sua cama, lembrando do espelho de Galadriel. - Dondeloth estás bem, filha? - Sim, não se preocupe, vou agora até Anarwen, estou com saudades dela. - E não estás com saudades de Arwen? - Sim, mas sei que as duas estão juntas. - Espero que esteja certa; ultimamente, Arwen vem se afastando demais de nós, não sei por qual motivo. - Não se preocupe, meu pai, porque conversaremos. Dondeloth beijou seu pai e foi até os aposentos de Arwen: viu que sua irmã descansava e não quis despertá-la. Decidiu ir ter com Anarwen, que estava no jardim, como Elrond dissera. Ao chegar, viu-a passeando com Legolas. Distraídos, não deram pela sua presença, rápida, esconde-se entre uns arbustos e ouve o que Legolas realmente veio fazer na casa de seu pai. - Estás bela, Anarwen! - Hantalë, Legolas. - Meus pensamentos estão voltados para ti, Princesa de Valfenda, desde o dia em que, pela primeira vez, a vi. - Senhor, assim estão também meus pensamentos... - Então, dedico-lhe meu coração: case-se comigo, pois essa permissão seu pai já me concedeu. - Sim, amado meu... Legolas beija Anarwen e a abraça. Dondeloth sente-se fraca, lágrimas caem de seu rosto e uma dor terrível, de punhalada, atravessa seu coração. Desesperada, corre em direção à porta da biblioteca e esbarra em seu pai, que, ao vê-la chorar, pergunta, preocupado: - Dondeloth!!! O que houve, minha filha??? - Ada!! Dondeloth abraça-o aos prantos e, de tão nervosa, desmaia em seus braços. Elrond carrega-a até seu quarto, deita-a em sua cama e chama por Haldir, que corre em sua direção, ao ver a aflição do dono da casa. - Mestre Elrond, o que houve? - Dondeloth desmaiou! - Como? Por que? - Não sei, Haldir, ela ia ao jardim para conversar como Anarwen e Legolas, pois os dois resolveram se casar e... - O Senhor disse... Casar? - Sim, hoje cedo, Legolas pediu-me a mão de Anarwen e, como sei que é um ótimo rapaz, permiti. - Por Eru... Então foi isso! Pobre Princesa, não imaginei que fosse tão frágil... - Do que está falando, Haldir? Conte-me logo, não me deixe em agonia! - Senhor, Dondeloth ama Legolas profundamente: ela estava em Mirkwood comigo só por causa dele... Com toda a certeza, soube que se casaria com sua irmã e isso a abalou. - Oh... Minha filha... Depois de um certo tempo Dondeloth, desperta e encontra seu pai sentado ao seu lado. - Ada! - Minha filha, o que houve? - Ada, meu coração foi terrivelmente ferido, mas quem o feriu não tem culpa. - Conte-me, talvez eu possa ajudar. - Pai, eu amo Legolas, desde o primeiro dia em que o vi e esperava que, com o tempo, ele percebesse isso, mas me enganei, pois ele pediu Anarwen em casamento. Elrond abraça a filha como quem guarda uma jóia preciosa e comove-se com seu sofrimento. - O que posso fazer por você? - Deixe-me voltar para Lothlórien, pois lá terei como esquecer minha dor, meu pai, por favor. - Se isso realmente amenizar a dor de seu coração, você parte amanhã mesmo com Haldir, só quero que não esqueça de mim e de suas irmãs, em especial de Anarwen, que não sabe que a felicidade dela é seu sofrimento. - Sim, meu pai. Assim, na manhã seguinte, Dondeloth retornou juntamente com Haldir e Arwenith, para Lothlórien. Despediu-se de seu pai e suas irmãs com dor, mas juntou forças para se separar de sua família mais uma vez. Quando deixava Valfenda, viu algo estranho: Asfaloth, o cavalo de Glorfindel retornara às pressas - e sem ele - com uma pessoa que, ao seu ver, parecia uma criança. Não vê-lo voltar deixou-a mais triste ainda. Imaginou que se fora, mas não era isso. A Guerra do Anel se aproximara rapidamente e, em breve, algo terrível aconteceria. Durante a viagem, Dondeloth não pronunciou uma palavra sequer, o que deixou Haldir triste, pois sabia que sua amada sofria e muito. Então, resolveu alegrá-la com uma canção. Quando começou a cantar, Arwenith, que também sabia a música, acompanhou-o com sua belíssima voz. Dondeloth, que estava distraída, só percebeu que cantavam ao ouvir o refrão da bela música. A Princesa voltou-se para eles, sorriu e acompanhou-os cantando até mais da metade do caminho. Quando terminaram, o Elfo disse: - Desejo vê-la sempre assim, Princesa. - Assim como, Haldir? - Linda, cantando e dando-me o prazer de ver esse sorriso lindo, igual ao de sua mãe. - Hantale, Haldir, é bom saber que sou amada por alguém especial como você. Obrigada, meu amigo! - Por nada. Chegaram em segurança a Galadriel e em particular, Dondeloth explicou porque voltara. A Senhora Élfica concordou e pediu que Arwenith fosse chamada para que tivessem uma conversa particular. - Chamou-me, Senhora? - Sim, Filha de Thranduil. - O que deseja? - Quero que olhe meu espelho, pois precisa ver algo muito importante para você. - Como? - Venha, siga-me. Arwenith seguiu Galadriel um pouco confusa e assustada, mas tranqüilizou-se logo que viu a beleza da Floresta de Lothlórien. Ao chegarem ao Espelho de Galadriel, a Senhora Branca tomou um jarro prateado com desenhos élficos e encheu-o de água límpida e pura de uma fonte que havia ali. Trouxe-a até seu espelho e lá a despejou. - Venha, Arwenith, veja o que o Espelho lhe oferece. Ela aproximou-se e viu uma terrível guerra onde seu amado estava, viu Arwen lutando contra sua família por Aragorn, viu seu irmão lutando nessa guerra e chorando pela perda de alguém que ela não conhecia. Viu Elrond conversando com seu pai e também que ele chorava por uma perda, que ela ainda não sabia qual era. Depois de tudo isso, viu Dondeloth morta em meio a lírios e seu amado partindo para Rohan sem ela, Arwenith, que estava em uma navio partindo para Valinor. Assustada, grita de dor e olha com lágrimas nos olhos para Galadriel e diz: - O que é tudo isso, minha Senhora? - Isso tudo irá acontecer, se você não estiver preparada. - Preparada... Como? - Você precisa ser corajosa como seu irmão, Arwenith: a guerra que você viu está cada vez mais iminente e seu irmão participará dela. - Legolas. - Então, para isso, você precisa entender o motivo e aprender a lidar com ele. - Por qual motivo então, Senhora, meu irmão terá que lutar contra os Orcs? - A Ruína de Isildur. - Mas... Eu imaginei que fosse só um conto, Senhora: o Mal retornou, realmente? - Sim, e continua com sua força. Seu irmão protegerá o Portador para que Sauron, o Senhor das Trevas, não o tenha novamente. - Dondeloth... Ela sabe disso tudo? - Ainda não, mas, no tempo certo, Dondeloth fará grandes feitos. - Senhora, tomarei o cuidado preciso para guardar esse segredo e continuar a salvo do perigo. - Ainda não terminei... - O que mais tem a me dizer, Senhora? - Seu amado estará em meio a essa Batalha também, mas não se apaixonará por você, Arwenith, pois vocês têm um destino diferente um do outro. - Mas... - Arwenith, o destino reserva para você grandes surpresas. Algumas, você até poderá não saber quais são, nem vê-las, mas há surpresas das quais você não vai poder se desfazer, mesmo que tente. - Sim, Senhora, porém lutarei por meu amor até o fim de meus longos dias. Agora, preciso ir. Arwenith corre chorando até seus aposentos; Dondeloth, vendo isso, vai até sua avó e pergunta: - O que houve, Senhora? - A verdade, filha de minha filha. - Ela olhou o Espelho? - Sim. - Entendo, e creio que não gostou do que viu. - Você gostou do que viu Dondeloth? - Não, Senhora. - Nem todos gostam da verdade, o que, às vezes, é inadmissível. Amanhã, Dondeloth, vocês duas terão uma surpresa. Galadriel levou Dondeloth a seus aposentos. Foi ter com Celeborn e receber seus hóspedes: a Sociedade do Anel. No dia seguinte, Dondeloth acorda e percebe que, apesar de ser fria, é uma linda manhã e nota que Arwenith também despertou e estava estranhamente feliz. Dondeloth veste uma bela estola que sua aia deixou disposta antes que ela acordasse. Desce até o salão de refeições. Lá, vê Celeborn e Galadriel de pé e, na frente deles, havia oito Homens de raças diferentes e muito distintas. - Enfim, iremos ter nossa refeição, aqui está quem aguardávamos. Todos se viram e, quando a olham, ela fica impactada com o que vê. Aragorn, Legolas e mais outros seis homens, sendo que quatro deles são tão pequenos que, aos seus olhos, passariam por crianças. - Dondeloth, venha e junte-se a nós - disse Celeborn. Fazendo uma reverência, aproximou-se e sentou-se ao lado de um dos homens pequenos. Sentiu algo estranho vindo dele, mas não sabia ainda definir o que era. - Estamos todos juntos, podemos comer agora - disse Galadriel. Todos comeram e se saciaram. Depois do desjejum, Galadriel falou: - Descansem aqui até o tempo em que precisem antes de partir. - Hantäle, Senhora Galadriel, disse Aragorn. - Aragorn, já conhece a filha de Elrond? - Não, Senhora, a única que conheço é Arwen Undomiel. - Esta é Dondeloth, a terceira filha de Celebrían e Elrond. - Encantado em conhecê-la, é, realmente, muito semelhante a Arwen. - Hantäle, senhor Aragorn, é o primeiro que me diz isto: todos os que me conhecem confundem-me com minha outra irmã, Anarwen, com quem pareço muito mais. - Anarwen? - Sim, nossa irmã do meio. - Afirmo que é realmente uma surpresa saber que Elrond tem mais de uma filha, e todas de grande beleza. - Tem toda razão, Aragorn, todas são de extrema beleza, disse Legolas. - Você as conhece? - Sim, Anarwen está prometida a mim. Dondeloth viu seu coração entristecer nesse momento e disse: - Senhor e Senhora, por favor, peço que me liberem, pois preciso treinar agora com Haldir. - Pode ir, Senhora dos Campos de Lírios. Quando Dondeloth se levantava, o pequeno que estava a seu lado disse: - Bela Senhora, já vai? Ainda nem nos apresentamos, permita-me: sou Frodo Bolseiro. Com um lindo sorriso, ela responde: - Senhor Frodo é um prazer conhecê-lo. Teremos mais tempo para conversar e não pense que eu não queira conversar com você, porque eu quero. - Então, Senhora, deixe-me, antes, apresentar-lhe meus parentes. Estes aqui são Meriadoc Brandebuque e Peregrin Tûk, mas todos os chamam de Merry e Pippin, disse Frodo, apontando para seus primos. - Muito prazer em conhecê-los, Merry e Pippin! - E este aqui é Samwise Gamgee, meu jardineiro e fiel amigo. - Encantada. Agora, Senhor Frodo, eu realmente preciso ir e treinar, pois meu destino também é promissor como o seu. Assim Dondeloth se retira e, ao passar por onde estavam Aragorn e Legolas, olha para ele, abaixa sua cabeça e sai. Dondeloth, nesse dia, treinou o manuseio de espada e arco. Haldir tentou conversar, mas ela não estava disposta. Depois de semanas junto com a Sociedade, Dondeloth percebeu que Frodo era o Portador e tentou se aproximar dele, não com o intento de querer o que ele possuía, mas de saber o que realmente era a Ruína de Isildur. - Está só, senhor Frodo. - Às vezes, isso é bom por um instante, Senhora, para refletir melhor. - Não duvido, mas, às vezes, a solidão se torna triste e sempre é bom ter alguém por perto para conversar e fazer companhia. - Milady tem total razão. - Sei que algo o aflige, só que ainda não sei exatamente o que, você poderia me informar para que eu possa ajudá-lo? Frodo ficou assustado e se esquivou rapidamente da Princesa, que não entendeu o que tinha acontecido. - Falei algo que não devia, Frodo Bolseiro? - Sim, Senhora, acho que não deve querer o meu fardo, é pesado demais para você. - Não quero carregar o seu fardo, mas ajudar a carregá-lo, somente isso. - Não peça por isso, Dondeloth, seria terrível ver uma Princesa tão bela tendo que dividir esse terrível Anel comigo. - Anel? - Ai de minha boca, falei demais outra vez! - O Anel do Poder está em suas mãos? - Sim. - Por Eru, que terrível! Você deve estar sofrendo muito, não, Frodo Bolseiro? - Sim, Senhora muito. - Então, darei algo a você para amenizar seu sofrimento. De seus cabelos, Dondeloth tirou uma presilha semelhante a um broche: era um lírio de prata com pedras brilhantes incrustadas. - Lembre-se sempre de mim ao tocar este lírio, pois eu o ajudarei a ter paz em seu coração! Com suas mãos delicadas, colocou a presilha no casaco de Frodo e beijou-o na testa. Sorriu e saiu em direção a um lago, em que sempre costumava conversar com Haldir. Ao chegar lá, encontra Legolas conversando com Aragorn; tenta voltar, mas era tarde. Aragorn percebeu sua presença e chamou-a: - Senhora, pode vir até aqui, se quiser, não estamos conversando nada que uma bela senhora não possa ouvir. - Senhor, Hantalë, mas eu... - Venha, Dondeloth, pois precisamos falar-lhe - disse Legolas. - Senhor, tenho ordens de não me aproximar de vocês sem meu tutor - retrucou Dondeloth. - Bem, então venha, pois ele é o assunto - respondeu Aragorn. Ela se aproxima devagar, um pouco envergonhada, só entre dois homens na margem do lago. - Bem, aqui estou, o que querem saber sobre Haldir? - Queremos saber se ele a treinou bem. - Como? - Isso; tome, aqui está meu arco, disse Legolas, entregando o arco a Dondeloth e tocando sua mão levemente, o que a deixa enrubescida. - O que querem que eu faça? - Acerte aquele alvo ali. Dondeloth facilmente acerta o centro do alvo, o que deixa Aragorn impressionado. - Pronto, só isso? - Não, agora é minha vez - disse Legolas. - Certo. Legolas acerta exatamente o lado da flecha que ela tinha atirado, volta-se, sorri e diz: - Acerte minha flecha! - Com todo prazer! Num movimento rápido, Dondeloth toma o arco de Legolas e acerta o meio da flecha que ele tinha acabado de atirar. Volta-se para ele e diz: - Pronto. - Pronto? Como assim... Pronto? - Senhor Aragorn poderia ir até o alvo e trazê-lo, para que Mestre Legolas veja o que fiz? - Sim, até porque também fiquei curioso. Ele se dirige até o outro lado do Lago, enquanto Legolas e Dondeloth permanecem no mesmo lugar. - Sente saudades? - Como? - De sua família? - Sim, claro, mas tenho que ficar aqui: se voltar a Valfenda, sofrerei mais. - Por que sofre? - Por amar e não ser correspondida. - Então ama? E sei quem é? - Sabe, só não quer reconhecer. - Está ruborizada, disse algo que não devia? - Eu disse... Por um momento, nada falaram. Quando Aragorn estava voltando, ela olha para o Elfo e diz: - Amo você, príncipe de Mirkwood e futuro esposo de minha irmã, mesmo antes dos dois se conhecerem, mas, por amor a ela, desisto do meu amor, quero que a faça muito feliz. Será difícil esquecê-lo, mas farei o possível. - Senhora. - Namarië. Dondeloth sai correndo e se esbarra em Haldir e, no seu colo, chora amargamente. - Dondeloth, o que houve? - Eu falei a ele Haldir, falei tudo a ele. - Ele quem? - Eu disse o quanto o amava, mas que estava disposta a esquecê-lo, mas isso não é verdade, lutarei por ele, morrerei por ele. - Não! Você não vai morrer por quem não merece sua vida, saiba que eu não deixarei que isso aconteça... Eu... Amo... Ela olha para Haldir e deixa de chorar, pois nunca imaginou ouvir de seu tutor essas lindas palavras, ainda mais as últimas... - Haldir... - Não vê que, sofrendo assim, faz-me sofrer também? - Perdão! - Não precisa pedir perdão, só não quero vê-la sofrer, vá para seus aposentos e descanse. Dondeloth obedece. Anoitece. A Sociedade sai na manhã seguinte, em busca de sua jornada. E assim Dondeloth entra na reta final para cumprir o seu destino. Ela tem um pesadelo com Sauron. Acorda e parte, no meio da noite, em direção a Mordor. Galadriel a vê partir e pede aos Valar proteção para ela. Era provável que, no momento em que sua neta sonhara, a Sociedade estivesse passando por alguma dificuldade no Anduin. Dondeloth tentou segui-los através da margem do rio, mas logo teve que utilizar outro caminho, pois o rio fazia uma longa curva para seguir em direção aos Argonaths. - Espero que nada esteja acontecendo com Legolas... Senão... Eu... Dondeloth, juntamente com Ancanar, seguira a Sociedade até certo ponto; depois, não o conseguindo mais, seguiu em direção da torre de Amon Sul, pensando se esse seria o caminho por onde a Sociedade passaria. Três dias depois da partida de Dondeloth de Lothlórien, Haldir não agüentou mais a aflição e resolveu procurá-la. - Senhora Branca, preciso partir, meu coração dói só de pensar nos perigos que a Princesa pode estar passando, principalmente numa época como essa. - Haldir permitirei que você parta por um único motivo: não consigo olhá-lo e vê-lo sofrer do mesmo mal que Dondeloth... O de amar e não ser correspondido. - Senhora... - Pode ir, mas, a partir de agora, tem responsabilidade com a vida dela. Portanto, não permita que Dondeloth sofra ou morra. - Se encontrá-la, vou protegê-la com minha vida, Senhora Galadriel! Assim, Haldir parte em velocidade juntamente com alguns de seus guardas atrás de Dondeloth e da Sociedade. Dondeloth viajou sozinha por cinco dias e, quando finalmente encontrou a Sociedade, percebeu que ela tinha se dividido e, ao invés de seguir Aragorn, foi atrás de Frodo, imaginando que Legolas estaria com eles. Passou por duras jornadas, foi Ancanar, não poderia segui-la na Emin Muil, viu que Gollum os seguira na frente e aumentou mais ainda seu desejo de estar com Frodo, não que conhecesse Gollum, mas via que ele não era alguém em quem se pudesse confiar. Quando Aragorn, Legolas e Gimli encontraram Éomer nas terras de Rohan, Dondeloth seguia Frodo, Sam e Gollum pelos Pântanos Mortos, cheia de pavor e medo, pois ali havia faces mortas e ela ouvia vozes que a chamavam com ferocidade e desprezo... Suas vestes já estavam totalmente rasgadas e ela sentia muito frio. Em sua mochila, havia somente uma única peça de roupa que ela queria usar somente em ocasiões especiais: era um vestido azul, bordado com lírios prateados. Com muito pesar, abre sua bolsa e pega o vestido que estava enrolado. Quando o desenrola para vestir, uma peça cai de dentro dele: era a sua roupa de cavaleiro da missão de Mirkwood. - Mas eu não... Galadriel... Ela sabia... Veste-se de cavaleiro e segue, agora mais leve e com mais agilidade. Suas roupas antigas serviam de capa e tira para prender seus lindos cabelos. Agora, ela se assemelhava a um rapaz. Depois de atravessar os Pântanos Mortos, viu que Sam, Frodo e Gollum tinham mudado a direção e temeu, pois ela achava que Frodo não fosse mais seguir seu destino. Tentou se aproximar, mas viu que estava em uma floresta diferente e que, quase em sua direção, vinham homens maus, eram os sulistas. Mas algo estranho aconteceu. Outros homens apareceram e atacaram os sulistas, que foram dispersos. Nesse ataque, foi perseguida por um Olifante e teve que matá-lo a contragosto, pois amava animais, exceto wargs e lobos de terras distantes. Depois de sua fuga, viu que um Homem, a princípio nobre, mas rude em seus atos, tinha tomado por prisioneiros a Frodo e Sam. Tentou segui-los, mas não foi necessário: outros soldados desse mesmo homem pegaram-na por trás e disseram: - Um sulista; será levado ao Capitão Faramir. - Esper... - Calado, só fales quando ele o permitir. O homem bateu com seu arco na nuca de Dondeloth, que desmaiou. Levaram-na através das cachoeiras, Frodo e Sam já estavam por lá quando ela chegou. Faramir viu Dondeloth e percebeu algo errado no "sulista". Mandou que o colocassem em um aposento, perto de onde estavam os Pequenos. Quando ela acordou, viu que eles estavam conversando e percebeu que Frodo e Sam estavam no aposento da frente, aguardando Faramir... Correu sorrateiramente até lá e disse: - Não se assuste, Frodo Bolseiro! Sam pulou e colocou-se em posição de luta e já ia dizendo algo quando ela disse: - Sou eu, Dondeloth, filha de Elrond! - Dondeloth? - disse Frodo - Sim, vim ajudá-lo a manter-se no seu destino, Portador do Anel. - Não acredite nela, Senhor Frodo... - Como não acreditar, Sam? A voz é de Dondeloth! Ela desfez a trança de seu cabelo e olhou para Frodo, sorriu e disse: - Vê, sou eu, não precisa temer... Só quero que, quando o homem vier aqui, diga que não me conhece... - E por que ele deveria fazer isso? - retrucou uma voz grave por trás dela. Quem é você, jovem? Dondeloth virou-se devagar e, como estava de cabelos soltos, fez com que ele se espantasse, pois realmente acreditava que conversava com um rapaz, e não com uma donzela. - Sou Dondeloth... Venho do Leste, da região de Valfenda! - Dondeloth? O que veio fazer aqui? Por que não queria que o Pequeno pronunciasse seu nome? - Porque poderia prejudicá-lo, mas nenhuma relação nós temos, só quis saber por que motivo ele estava aqui, assim como eu. - Meus homens disseram que era um sulista. - Bem, não sou, como pode ver, a não ser que tenham se transformado em filhos de Eldar. Ela adiantou um passo e Faramir viu que se tratava de uma Elfa. - Você é uma Elfa... - Sim, sou filha de Elrond. - Elrond? O Senhor de Valfenda? - Sim. - Foi ele quem a enviou até aqui? - Não, por que pergunta isso? - Por causa de um sonho que tive. Venha, precisamos conversar. Pequenos, venham também. Faramir conversou com Dondeloth e expôs tudo, desde seus sonhos até a partida de Boromir para Valfenda. Depois, falou aos três que tinham encontrado a corneta de Boromir rachada na margem do Anduin e vira o corpo de seu irmão morto em um barco cinzento. Ao saber dessa notícia, afligiram-se, e pensaram que a Sociedade fracassara. - Senhor Faramir, o que diz é terrível, pois agora tenho um destino a cumprir, mas não tenho mais força em meu coração para fazê-lo. - Senhora, peço que continue me escutando, pois o que vou dizer agora talvez traga esperanças. Quando encontrei o corpo de meu irmão, ele estava deitado e sua arma estava ao seu lado, seu escudo sob sua cabeça e as armas dos inimigos que possivelmente matou sob seus pés. Acho que isso significa que seus companheiros não faleceram, pois os inimigos de meu irmão não lhe prestariam tal homenagem. - Se me diz isso, Senhor, então o pesar de meu coração se alivia mais... Porém, preciso partir... Se me permitir. - Posso até permitir, mas diga antes o que pretende fazer. - Meu destino não está certo para mim. Preciso ir a Minas Tirith, pois sei que algo terrível está para acontecer. - Então, descanse, pois irei a Minas Tirith com meu pai e poderá vir comigo, se quiser. Agora, preciso conversar com os Pequenos. Ela se retirou. No aposento onde estava havia comida e bebida: saciou sua fome e dormiu. Teve um sono agitado, sonhou que Faramir tentava tirar o Anel de Frodo. Quando acordou, viu Faramir à sua frente, e se assustou. - Calma, Senhora, só vim avisá-la de que Frodo partiu. - Como? Para onde ele foi? - Segundo ele, seu guia o levaria até Minas Morgul. - Minas Morgul? - Também não entendi o que Frodo pretende fazer lá, principalmente com o fardo que carrega. - Você sabe? - Sim. Ele me contou, mas não se preocupe: não cometi o mesmo erro de meu irmão. - Erro? - Estou partindo para Osgiliath agora. Venham comigo, pois de lá irei para Minas Tirith. Partiram com Faramir rumo a Minas Tirith, não demorou muito até chegar em Osgiliath. Viram que a cidade estava cercada e precisava de auxílio. Faramir deixou seus homens na cidade e foi a Minas Tirith com Dondeloth em busca de ajuda. Quando chegaram, viram que a cidade estava em alerta por causa de rumores de Guerra e que Gandalf tinha chegado dias antes. Ouvir o nome do Mago deixou-a extremamente feliz. Depois de dirigir-se ao Senhor Denethor, foi levada a um aposento e, no caminho, encontrou Pippin conversando com um soldado. - Senhor Peregrin? - Senhora? O que faz aqui? - Precisei segui-los, mas tenho motivos particulares, estou feliz por vê-lo a salvo: onde estão os outros? - Estão com Théoden, o rei de Rohan. - Estão bem? - Sim, Senhora, e estão vindo para cá! - Mestre Pippin, não sabe como alegra meu coração... Mas, agora, diga-me: o que está acontecendo? - A Guerra se aproxima, Senhora - disse o soldado. - Perdão, Senhor, mas ainda não me apresentei: sou Dondeloth. - Chamo-me Beregond, a seu serviço, Senhora. - Sabia que Dondeloth é filha de Elrond, Senhor de Valfenda? - Que novidade é essa, é uma Princesa? O que faz aqui então, Senhora? - Preciso ajudar a Sociedade, Senhor... - Ainda bem que o Senhor Faramir retornou, ele é um homem valoroso, saberá o que fazer... - Sim. Dondeloth, vamos conhecer a cidade? - Mestre Peregrin, adoraria ir com você, mas estou cansada, preciso descansar um pouco. - Posso fazer-lhe uma pergunta Princesa? - Sim. - Faramir emprestou-lhe essas roupas? Dondeloth sorriu e disse: - Não, essas são roupas das Terras de meus parentes, em Lórien. Minha avó me deu para não despertar muita atenção, como o faria uma dama só. - Entendo, assim se livraria de certos perigos. - Isso, se bem que não temos os perigos que esta terra oferece. - É valorosa então, Senhora, e terá um belo destino. - Hantalë! - Como disse? - Eu agradeci a você em minha língua. - Ah, por nada. Ela seguiu até seus aposentos e descansou, dormiu um pouco. Quando acordou, foi com a notícia de que Faramir teria que partir imediatamente para Osgiliath. Gandalf trouxe a notícia e, até o momento, não sabia que Dondeloth estava ali. - Dondeloth, o que faz aqui? - Eu precisava ajudar Frodo e cumprir meu destino, Gandalf... - Frodo... Imagino o que ele deve estar fazendo... Indo para Cirith Ungol? - Ele estava com Gollum. - Faramir deu a entender que sim, mas... Por que por ali? - Isso eu também não sei. - Precisamos nos apressar, a guerra é iminente e você tem que sair daqui. - NÃO! - Mas, Princesa... Você não pode! - Posso, sei lutar e me defender, posso muito bem ajudar na guerra. - Então, ficarás com Pippin. Auxiliando o rei. - Denethor... O rei não gosta de seu filho, pelo que vi... Sinto que algo terrível pode acontecer. - Temos que ter esperanças Princesa. Denethor ama Faramir, só não entendi ainda suas atitudes. - Espero... - Venha, você precisa descansar... Durma enquanto pode, porque depois não saberemos se haverá tempo para isso. Os sinos do dia mal tocaram quando ela acorda assustada e corre para ver o que acontecia. - Onde está Gandalf? Ela saiu a procura dele e de Pippin, mas não os encontrava. Ouvia muitos gritos de homens dizendo: - Tomaram a muralha, estão chegando! Dondeloth foi para a torre branca e viu que Pippin estava lá, tentou chamá-lo, mas ele não a via. Voltou-se e esbarrou em Gandalf. - Gandalf! - Princesa, precisa ficar aqui, o exército do inimigo chegou e não há mais tempo para fuga. - Mas... - Fique aqui, irei até os soldados para tentar apoiá-los! Gandalf correu até o estábulo onde Scadufax estava. Quando o cavalo passou por ela viu quão belo ele era e tentou tocá-lo. A noite estava preste a chegar e uma trombeta soava. Faramir retornara, estava ferido. Ela o viu nos braços do príncipe Imrahil, em seu cavalo e foi até ele. - Senhor, deixe-me ver como está o ferido? - Não, Senhora preciso levá-lo até seu pai. - Senhor, talvez eu possa ajudá-lo. O príncipe olhou-a com ar de dúvida, ela não era humana. Era uma Elfa, e o que fazia ali? - De onde vem, Senhora? - De Valfenda! - Das Terras de Elrond? O que faz lá? - Lá é meu lar, embora eu tenha passado muitos anos em Lothlórien. - Então, venha! O príncipe levou-a até a Torre Branca e entregou Faramir a seu pai dizendo: - Seu Filho retornou senhor, depois de grandes feitos. Ele contou tudo o que tinha visto a Denethor, mas o Regente não parecia interessado. Apenas olhava seu filho, pediu aos serviçais que preparassem o aposento de Faramir e o deixassem lá. Pippin seguiu Denethor e Dondeloth, a Imrahil. - Senhor, por que não me deixaste vê-lo? - Senhora, Faramir está além das suas habilidades de cura. - Mas... - Sei o que digo. Agora, preciso ir. Tome cuidado: vá para as Casas de Cura e fique por lá até que Gandalf a chame. Dondeloth ficou andando ao redor da torre quando viu, no alto, uma luz pálida. Depois de algumas horas, ela vê Pippin correndo em desespero. - Pippin! - Onde está Gandalf? - Está comandando o exército de Gondor. - Senhora, preciso ir até ele urgentemente! - O que houve? - Denethor está tentando matar Faramir. - O que? - Sim, agora me deixe ir até Gandalf! - Vou com você. - É perigoso, Dondeloth! - Não me fale em perigo, não fui treinada como guerreira para ficar passeando num jardim e com uma guerra em baixo dos meus pés! Ela partiu correndo juntamente com Pippin. Separam-se por alguns momentos e depois voltam a se encontrar. Mas quando o fazem, estremeceram, pois Gandalf estava frente a frente com o Senhor dos Nazgûls. Partindo alucinada, Dondeloth corre até Gandalf a fim de, com sua espada nas mãos, ajudá-lo, mas algo estranho acontece: o espectro sumiu. Ao tempo que ouviram as trombetas de Rohan se aproximarem... - Dondeloth! - Gandalf cuide de Faramir... Eu tenho que ir! - Dondeloth! Ela correu para fora dos portões de Gondor e distingiu, em meio à luta, os cavaleiros de Rohan e foi até eles. Sabia que lá estava um perigo a vencer. E, ao menos, iria tentar ajudá-los nisso. Mesmo lutando, tomou a direção do Rei e viu que o Espectro estava afligindo os cavalos, e que o cavalo do Rei caíra sobre seu dono... Em desespero, correu até Théoden e viu que não estava sozinho. Um cavaleiro o defendia, e viu quando ele mostrava ser uma mulher. Tentou ajudá-la no momento em que o animal alado do Nazgûl atacava, mas a mulher era valente e cortou a cabeça do animal. Dondeloth viu que, sozinha, ela não poderia derrotar o Senhor dos Nazgûls, mas tinha sempre algum orc ou Sulista impedindo. Mesmo assim, prestou atenção nela. E viu por ali um Pequeno. Era Merry, que gritava seu nome depois de desferir um golpe nas costas do Nazgûl e rasgar-lhe o tendão do joelho. - Éowyn, Éowyn! Esta, em seu último ato, enfiou sua espada entre a coroa e o manto do espectro e assim destruiu o rei dos nazgûls... Dondeloth lutou com um sulista e, depois de derrotá-lo, aproximou-se e viu, com dor, a despedida de Merry e o rei Théoden, ao qual, infelizmente, não chegara a conhecer. Éomer chegara e, com grande tristeza, despediu-se de Théoden. Dondeloth estava ali, mas ninguém percebia sua presença, tamanha a dor que sentiam. O desespero dele aumentou ao ver Éowyn em meio aos mortos. - Éowyn, Éowyn! Como veio parar aqui? Que loucura ou feitiçaria é essa? Morte, morte! Saiu correndo em direção à batalha e sumiu em meio à multidão. Os outros choravam quando Dondeloth falou: - Venham, vamos levar os corpos. Carregaram os corpos de Théoden e Éowyn e quando estavam alcançando os portões de Gondor, Imrahil, príncipe de Dol Amroth, dirigiu-se até eles. - Que fardo carregam, homens de Rohan? - O rei Théoden está morto, mas, agora, o rei Éomer cavalga para a batalha. Imrahil olhou com tristeza para o corpo do rei e depois para Éowyn, e disse: - Temos aqui uma mulher, com certeza. Será que até mesmo as mulheres dos rohirrim vieram para a guerra em nosso auxílio? - Não apenas uma - disseram eles - Esta é a Senhora Éowyn, irmã do rei. O príncipe notou que Éowyn estava ferida e disse: - Homens de Rohan, não há médicos entre vocês? Ela está ferida, talvez mortalmente, mas acho que ainda vive. - Então, levem-na até as Casas de Cura, pois preciso avisar o rei de tal acontecimento. - Dondeloth, o que faz aqui? - Estou ajudando. - Aqui não é lugar para uma dama, especialmente uma Princesa: volte com eles. - Não, sou uma guerreira e ainda não terminei minha missão, vou ter com o rei agora mesmo. Domando rapidamente um cavalo que estava alucinado, ela montou e seguiu em direção à guerra, o que deixou o príncipe muito impressionado com os atos de bravura da Elfa. - Nobre e bela é Dondeloth. E valorosa, também: seu destino será contado para sempre em canções... A guerra estava cada vez mais feroz e Dondeloth já havia recebido um ferimento. Quando chegou perto do rei Éomer, viu que o terror se apoderavam de muitos, pois navios negros aproximavam-se. Quando Éomer os viu e o que realmente acontecia, pronunciou tais versos: Trocando a dúvida, trocando o dúbito pelo dia raiando, Vim cantando ao sol, espada a brandir. Cheguei ao fim da esperança, o coração partido: Agora é por raiva, agora é por ruína e um crepúsculo de fogo! Mas logo foi tomado por uma alegria, pois viu que se tratava de Aragorn e não de inimigos. Dondeloth virou-se e viu Legolas, Gimli e Aragorn no navio, e seu coração encheu-se de alegria. Virou o cavalo e, seguindo Éomer, cavalgou até eles. Mas uma flecha atingiu-a no ombro ao passar ao lado do rei. Ela caiu do cavalo, mas seguiu em frente. E, em meio à dor e ao desespero, correu, ao ver que Legolas estava prestes a ser apunhalado pelas costas por um orc. Dondeloth interpôs-se entre a arma do atacante e Legolas, gritando: - Ainda não é o tempo dele, maldito! O golpe cortou-a no peito, não muito profundamente, mas causou um ferimento grave. Legolas virou-se ao ouvir a voz de Dondeloth e, quando a viu, segurou-a em seus braços. Ela abriu os olhos lentamente e disse: - Inye Pie Mela! E desmaiou. Legolas gritou com dor, pois ela caíra para salvá-lo e agora ele nada podia fazer para ajudá-la. Gritou de novo, com um profundo ódio. Perseguiu e matou o orc. Aragorn, vendo-o de joelhos no chão amparando o corpo de Dondeloth, aproximou-se e disse: - Dondeloth... O que fazia aqui? - Não sei, mas agora ela precisa ser homenageada. Elladan e Elrohir se aproximaram e viram o corpo da irmã nos braços de Legolas. Choraram e lamentaram a perda de quem tanto amavam. Aragorn aproximou a lâmina da espada dos lábios dela: um suave embaçar mostrou que ela ainda respirava. - Ainda vive, mas seus ferimentos inspiram muitos cuidados, podem matá-la. Perdeu muito sangue: levem-na com muito cuidado para o navio e lá façam com que sejam tratados. É preciso que sejam limpos para que ela viva, pelo menos, até o meu retorno e ela deve guardar repouso absoluto. Legolas abraçou o corpo de Dondeloth e disse: - Estelio Dondeloth na Aragorn, Ae ú-esteli, esteliach nad. Ela sussurou: - Legolas.. eu... - Estelio Veleth Dondeloth... Os soldados, então, levaram-na até o navio e partiram para a guerra juntamente com Gimli, Aragorn, Éomer e os irmãos gêmeos de Dondeloth, Elladan e Elrohir. Juntaram-se ao príncipe Imrahil e conquistaram a vitória. Voltaram às pressas para Gondor e os soldados de Aragorn trouxeram Dondeloth até as Casas de Cura. Quando entraram na Torre Branca, souberam das loucuras de Denethor e de sua morte. Aragorn foi até as Casas de Cura e lá viu os heróis de Gondor: Faramir, Éowyn, Merry e Dondeloth, todos feridos, mas ainda com chances de sobrevivência. A tristeza e a preocupação tomaram conta de Gandalf quando viu a gravidade dos ferimentos de Dondeloth. - Espero que Aragorn consiga salvá-la, seria um fim trágico para a filha de Elrond, tombar em uma guerra que não é sua. Aragorn foi ter primeiro com Faramir, depois com Éowyn, depois com Merry e, por último, com Dondeloth, que estava sendo velada por Legolas e seus irmãos. - Não aflijam seus corações, ela será salva! Aragorn cuidou de Dondeloth e praticamente quando terminava de passar athelas sobre seus ferimentos, ela desperta e diz, com um fio de voz: - Senhor, aqui estou! - Seja bem vinda, Princesa dos Campos de Lírios e valorosa guerreira! - Onde está aquele a quem salvei? - Aqui estou, Dondeloth - disse Legolas, com lágrimas nos olhos. - Legolas - ela disse, sorrindo. - Seus irmãos também estão aqui. - Elladan, Elrohir... Por favor, não me castiguem... Sorrindo, Elladan diz: - Por que faríamos isso a uma excelente guerreira que mostrou seu valor? Amamos você, irmã, mas não ficará totalmente impune: quando estiver curada, vamos lhe dar, cada um, apenas um pequeno puxão de orelhas, pois o que fez foi loucura, apesar de muito corajoso. - Agora, meu destino se completa. Porém, ainda falta uma coisa. Juntar-me a minha amada mãe, de quem tanta falta sinto... Finalmente, chegou o momento. Disse isso e fechou os olhos. Elladan gritou: - Dondeloth! - Calma, Elladan, ela não morreu, apenas dorme. - Por que ela mencionou a morte, Aragorn, o que vai acontecer? - Acho que, infelizmente, Dondeloth fez sua escolha. - Não, Aragorn, ela não pode fazer isso, depois do que fez por mim, disse Legolas apavorado. Aragorn saiu da sala juntamente com Elladan, Elrohir e Gandalf. Legolas continuou olhando-a e disse: - Você me amou até o fim e por mim feriu-se gravemente, mas ainda assim, nobre dama, não poderá ter o que tanto deseja. Partirá para Valinor, agora que a amo! Ela reabriu os olhos e disse: - Você tem à minha irmã, Legolas, a quem prometeu seu amor eterno, e sinto-me feliz e plenamente satisfeita em saber que me ama. Ele se aproxima, beija-a nos lábios. Delicadamente, chorando. Ela sente imensa felicidade, ao ver que seu amado demonstrava o quanto a amava. E, nesse momento, lembrou de tudo, de quando se conheceram, de toda a dor e sofrimento que passou por causa dele. Mas lembrou, também, de Haldir. - Onde estaria Haldir, nesse momento? - Aqui, Senhora, contemplando sua felicidade! - Haldir! - Perdão, Dondeloth falhei com você e com Galadriel, jurei protegê-la, mas não consegui. Agora, contemplo você num leito de morte. - Não de morte, Haldir, pois o rei Elessar me curou, mas no momento em que meu destino se cumpre. E nada mais me resta a fazer, senão partir para junto de minha mãe. - Não... Senhora, por favor... Não vá! - Mas você irá comigo, Haldir, e juntos estaremos em Valinor. - Mas ainda não estou em meu tempo, Senhora, embora o tempo dos Elfos esteja se findando. Ela sorriu, virou-se para Legolas e disse: - Case-se com Anarwen e seja feliz, ame-a e à chegada de sua filha, dê a ela meu nome, por favor. - Sim, Senhora dos Campos de Lírios. - Agora que sou feliz trarei felicidade a quem realmente merece tê-la! Dondeloth voltou-se para Haldir e disse: - Haldir sei que me amas, e preciso recompensá-lo por me amar. Tire-me daqui, por favor, este quarto tem um aspecto fúnebre e salva da morte já estou. Então, dormiu. E decorreu o tempo necessário à sua cura. Legolas se retira do quarto junto com Haldir... na manhã seguinte Legolas, Gimli, Gandalf, Aragorn e Éomer partem para Mordor e Haldir resolve visitar dondeloth, lembrando-se do pedido de Dondeloth a acorda devagar e diz: -Vamos princesa, farei como me pediu. Então, Haldir carrega Dondeloth no colo e, no momento em que Haldir se dirigia à porta, Dondeloth beija suavemente seus lábios, que se surpreende com a Princesa. - Senhora... - Haldir, você merece toda a felicidade do mundo e meu destino era esse, reconhecer quem eu realmente amo... Legolas está destinado a ser o esposo de minha irmã e eu não podia alterar esse destino. - Agora que sabe disso, Dondeloth, o que pretende fazer? - Leve-me até meu pai, e em Valinor casaremos. Haldir beija Dondeloth e, levando-a nos braços até fora do seu quarto, segue em direção ao estábulo onde está Ancanar à espera de sua dona. Partindo velozmente, Haldir e Dondeloth voltam a Valfenda e encontram seu pai à sua espera. - Mae Govanen Haldir! - Minha filha, o que houve com você? - Cumpri meu destino, meu pai, e agora estou feliz! - Que bom ver novamente a felicidade em seu rosto! - Temos que ir, meu pai, meu casamento será em breve. Ao ouvir isso Anarwen, que estava se aproximando, sente um pesar em seu coração misturado com alegria. - Minha irmã, você se casará? - Sim amada irmã, mas não tribule seu coração, pois meu noivo está ao meu lado. E seu noivo a aguarda em Gondor, juntamente com o destino de nossa amada irmã Arwen. - Dondeloth! - O Anel foi destruído, pai, e sabe disso. Agora, não entristeça seu coração, pois assim como a Pedra Élfica me curou, cuidará de Arwen muito bem. Assim, depois de alguns dias, Elrond e seu povo saíram em direção a Gondor, pois Arwen se casaria e Aragorn se tornaria rei. Quando retornavam com o resto da Sociedade, pararam em Fangorn e, lá, Legolas e Anarwen casaram-se e seguiram com Gimli pela Floresta, como tinham prometido um ao outro. Elrond voltou a Valfenda com Dondeloth. Celeborn, Galadriel e Haldir voltaram a Lórien e se prepararam para partir para o Oeste, até Mithlond. Frodo também iria e foi convidado para ser a testemunha do casamento de Dondeloth e Haldir. Assim termina um conto de uma Princesa que, para descobrir o seu verdadeiro destino, teve que enfrentar quase as mesmas dificuldades que o Portador do Anel enfrentou. Em meio ao medo e à escuridão, Dondeloth provou que, por amor, é necessário lutar... E vencer. FIM... -------- Essa eh amais bela de tda as história q eu jah li em td a minha vida!!!!!! -------- Hj eu assisti o MELHOR filme de tds os tempos Pirates Of The Caribean!!!!!!! Pra quem nao assistiu ainda assistam, pq eh mtooo bom!!!!!!!! A moça da Block e me disse hj de manhã q eu fui a primeirissima a alugar o filme, o DVD tah novinho em folha!!!!!! Eh mtoo loko!!!!!
-------- Veja que pensamento profundo: esses dias voltando do col eu tava pensando q se eu nao existisse mtaa coisa seria diferente na vida de "tanta gente" (alias nem eh mtaa pssoa nao pq compara as pssoas q eu influencio na vida e o rsto do mundo..Viu como eh pokinho), entao eu sou mtoo importante, pq imagina qnts coisas q nao aconteceram teriam acontecido e qnts coisas q aconteceram naoteriam acontecido...Imagino???Agora pensa...Nao sao bastente coisas??? Agora faz esse msm "calculo" com a sua vida...Fez entao eu chego a uma conclusão q vc tmb deve ter chego: NINGUEM PODE FALAR QUE EH INUTIL, OU QUE A VIDA SERIA MELHOR SE ELA NAO EXISTISSE, OU ENTAO Q SUA VIDA NAO TEM IMPORTANCIA, pq isso eh uma mentira de grandeza maior, e ngm jamais deeria dizer este tipo de mentira ABSURDA, pense bem nisso antes de dizere q sua vida eh inutil ou qualquer coisa do genero!!!!!! -------- Bem eu vou deixar vcs ai refletindo sobre a Dondeloth, a vida e oq mais vcs quiserem!!!!!! Elf Kisses to all!!!!!!! enviada por Monii 15/02/2004 01:32 Oiiiee Deixe me apresentar a vocês! Meu nome é Monize, mas podem me chamar de Dondeloth!!! Eu me considero a Dondeloth do sec XXI pois eu amei e me identifiquei mtoo com a história da Elfa Dondeloth!!!! -------- Esses dias minha miga me perguntou de onde vinha toda a minha paixão por Elfos e em especial a Dondeloth!!Eh obio que minha paixão por elfos vei do filme SdA, confesso que eu nao me interessava tanto por SdA qnd lançou o 1º, afinal eu achava que a SdA e HP eram meio que filmes rivais (oq eu descobri q nao tinha fundamento), e qnd lançou o 2º eu nao ia assistir sem ter assistido o 1º, ai qnd faltava ai alguns 5 meses pra lançar O Retorno do rei, eu pensei em assistir os 2 primeiros, e pedi pra minha amiga me emprestar os dela, e ai eu vejo aquela beleza de homemq eh o orlando bloom, vivendo um lindo e gracioso elfo chamado Legolas, e ai eu jah estava morrendo de amores pelo legolas e achava essa história de Elfos serem imortais e tao graciosos encantadora que comecei a pesquisar sobre os elfos e descobri que Tolkien criou mtas raças e linguas, e q entre as linguas existia o Sindarin, e resolvi aprender (tah sendo bem dificil, mas eu nao vou desistir de aprender Sindarin tao facilmente), e procurando na internet mais sobre Sindarin eu acheium site com a história de uma tal elfa chamada Dondeloth, e por curiosidade li, e ví que a história eralinda,e que eu tive de me segurar para nao chorar em certas partes da história, e eu me identifiquei mtoo com a história de Dondeloth, por causa do jeito dela,e tudo que ela faz, entao nasceu assim um vinculo entre mim e dondeloth, e desde entao passei a me considerar a Dondeloth do sec XXI, uma princesa, uma guerreira, uma amante!!! Essa é a historia de como eu passei a AMAR os elfos, em especial a Dondeloth e o Legolas, e toda a obra de Tolkien!!!! Eu ainda nao li os livros do tolkien,mas meu amigo vai arranjar com o irmao dele pra mim e depois eu vou ler, saber e AMAR ainda mais tudo q envolve as obras de Tolkien!!!!! Um super bjo elfico pra vcs!!! enviada por Monii 12/02/2004 23:25 ![]() ![]()
enviada por Monii 11/02/2004 00:36 Dondeloth, a senhora dos campos de Lírios!! Sou eu, Dondeloth do séc XXI, princesa, guerreira, amante, provei que Por amor é preciso Lutar...E Vencer! enviada por Monii Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)
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